Até quando seremos reféns do Troféu Brasil?

Passado o triathlon internacional de Santos, a euforia se instala entre todos que competiram e que acompanharam a prova. Junto com o animação que uma prova dessas provoca, vem o questionamento de sempre: e agora, que prova podemos fazer?

Para os inscritos no IRONMAN Brasil, é simples definir. Podem fazer um meio ironman ou uma prova de distância similar ao longo do treinamento. Pronto, nessa participação será possível avaliar como está a evolução para o objetivo principal.

Aqueles que não vão para o IRONMAN e estão sem objetivos muito definidos para o primeiro semestre, vem o questionamento do Troféu Brasil. O campeonato, que já foi muito desejado e disputado pelos melhores triathletas do país, não é mais tão atrativo como antigamente (e olha que só tínhamos short e não olímpico). Hoje vários competidores querem provas longas e até poderiam encarar uma prova com distância de short ou olímpico, mas existem motivos que tornam a participação no Troféu Brasil desestimulante.

O preço que se paga para competir em uma das etapas (de R$250 a R$380 para o short e R$290 a R$415 para o olímpico) é sempre comentado entre todos os atletas inscritos e não inscritos. Valor abusivo!

O número de praticantes de triathlon aumentou, mas o número de participantes não segue o mesmo caminho. Se o valor fosse mais baixo, teríamos mais atletas competindo?

Talvez o surgimento de um novo circuito possa provocar mudanças positivas no Troféu Brasil. Seja para sua organização repensar as características do evento, seja para o novo concorrente afundar de vez o circuito de triathlon mais antigo do Brasil.

Comments

  1. Fernando Rubino says:

    Realmente Ricardo, está complicado, eu, infelizmente por falta de opção e quase me auto contrariando me inscrevi no campeonato do Troféu Brasil, por ser o único no formato campeonato, com varias etapas, etc…
    Mas realmente o nível caiu demais, e o número de participantes tbm. Lembro que quando iniciei no triathlon custava 75 reais com 70-80 pessoas na minha categoria, hoje se tiverem 30-40 é muito!
    A qualidade continua a mesma…nada muda, o asfalto péssimo no ciclismo, e agora com esse novo percurso 18km apenas…

    Reclamei com o Nubio do Internacional que no retorno da bike só tinha 1 pessoa distribuindo as caramanholas de água, um absurdo quando se paga mais de 400 reais!

    Aproveitei e comentei que os atletas estão boicotando as provas dele, e veja a resposta:

    “Obrigado pelo e-mail,vou apurar o que houve,havia programado um grupo de 10 pessoas.
    Sobre comentário de boicote a prova,só temos a lamentar e ficar triste,já que ao longo de 25 anos e 404 eventos realizados, somente minha empresa se propõe a se dedicar a organização de provas de Triathlon no Brasil,são 13 provas por ano(incluindo o SP Open),torço para que os que se propõe a boicotar,também organize provas de Triathlon,desta forma poderá substituir minha empresa,aliás é só solicitar a Ecovias,DER e Dersa o fechamento da via Anchieta e a Prefeitura de Santos o fechamento de rua e avenidas,é tudo fácil e simples eu é que não tenho sido capaz de realizar com competência,no entanto enquanto as tais pessoas não se propõe a organizar eu continuarei.
    Abs.
    Núbio”

    ficamos no aguardo de um circuito bacana (como o Troféu Brasil) ao longo do ano, com um preço justo, caso contrario ficará cada vez mais dificil de competir.

    Abs

    • christiano says:

      puta Fernando, que bosta…….

      eu já recebi uns emails dele, tb super animadores, o cara é um idiota, não consigo entender com ele sobreviveu todos esses anos, com essa mentalidade, é realmente a falta de concorrência pqp!!

    • É uma pena vermos que o dono do circutio mais tradicional do Brasil tenha esta postura. Mas tb entendemos porque as provas estão como estão…..perdem os atletas, perde o esporte

  2. christiano says:

    olha aonde o Núbio chegou, subiu preço do short, pra compensar as perdas do olimpico….

    esse é o foco do cara, arrecadar de qualquer maneira, vai afundar mais ainda.

    Estrutura desabou, pior que o cara tinha a SPORTV apoiando, é triste ver a quantidade de atletas reclamando do evento.

    pior que isso, é ver o Célio, colocando inscrição do Long distance a 300 dolares, pronto pirou de vez, quem já foi pra Caiobá, sabe é ridiculo, a estrutura é mínima, o trajeto da bike é legal, a corrida péssima, transição patética. Ano passado teve pouco mais de 300 inscritos, só tem essa quantidade, pois muitos atletas inscritos no IM de floripa, usam de treino, senão, já tinha sumido do mapa.

    Realmente não vejo muito futuro aos dois, que não seja, vivendo da esmola do IM Brasil.

    CBTRI que deveria dar apoio e insentivar, não se mexe a muitos anos

    Precisamos urgente de um circuitos estaduais, com inscrições com preço baixo, mas o mais importante, é a estrutura, ter facilidades para deslocamentos, hospedagem, insentivo de quem vem de fora e etc

    Uma coisa que andei vendo é, a elite do Brasil, aparece, com 16 até uns 20 poucos anos, então desaparece, pois não existe apoio, então reaparecem, com 30 e poucos anos, quando já tem vida profissional estabelecida e podem bancar, seu “HOBBY”.

  3. Beto Nitrini says:

    Ricardo, existe uma tendência mundial para a migração para as provas de longa distância. Isso é inegável. Os novos triatletas e alguns antigos também, acreditam que o desafio de um Meio Ironman (agora chamado de Ironman 70.3, provando minha teoria) ou um Ironman é muito maior que um olímpico ou que um short.
    Nós que gostamos de triathlon seja qual for a distância, sabemos que cada prova tem sua característica e seus desafios e não é mais triatleta quem faz a prova mais longa.
    Com relação ao troféu brasil vejo que o circuito se apequenou com o tempo. Antes tinhamos provas no RJ (a mais legal), BH (a mais difícil), Goiânia (a de logística mais complicada, Santos e USP. Já ganhamos relógios Timex, Tênis (tá certo que era rainha rsrsrs), agora ganhamos pranchinhas e flutuadores, a prova perdeu patrocinadores importantes e repassou este custo para os altetas, que por falta de opção são, como você bem colocou, reféns do TB.
    Os organizadores das maiores provas (já citadas no seu textos) são pessoas que vão contra toda e qualquer teoria de marketing, pois vendem caro produtos ruins, não respeitam seus consumidores e mesmo assim estão ainda no mercado, ano após ano.
    Parece que as provas organizadas pela JS5 eventos surgem como alternativa. Dia 01/04 vou fazer o GP extreme e informo a todos, mas as referencias tem sido boas!
    Enquanto não surgir uma alternativa à estas provas, continuará tudo da mesma forma.

    Quem sabe a gente não se anima e começa tentar organizar alguma coisa…

    Abração! Estão bem legais os textos e bem pertinentes!

    • Beto, com certeza as provas longas vem sendo mais desejadas e cada vez mais temos um número maior de praticantes (não competidores em provas….em alguns casos, o mesmo problema do troféu Brasil).
      Mas como qualquer esporte que queira ter uma longevidade, precisa ter modalidades de iniciação, não vemos ciranças caindo na água para dar tiro de 200m livre ou 400m medley ou 1500m. Começa do beabá, e o triathlon como a natação (e outros esportes) precisa disso.
      Acredito que se assessorias (na sua maioria) deixassem rusgas e desgastes pessoasi de lado, poderiam se “juntar” p/ organizar eventos e ser muito mais produtivo para todos (praticantes e profissionais que trabalham com treinamento).
      Eu prefiro sempre acreditar que algo bom acontecerá, seja o troféu melhorar (difícil, mas não custa acreditar) ou aparecer algum amante do triathlon que queira assumir esta batalha e crie um circuito digno do valor de inscrição que pagamos.

      Valeu por estar acompanhando o blog
      Abs

  4. Ate pouco tempo eu achava que faltava interesse de empresarios e investidores para criar um circuito paralelo ao Trofeu Brasil. Montar um circuito superior ao Trofeu Brasil seria a coisa mais facil do mundo, afinal para quem compete fora do pais o Trofeu Brasil beira o ridiculo.
    Hoje eu tenho outra opiniao, acho que a comunidade esportiva no Brasil, principalmente no circuito Rio-SP nao se une o suficiente para elevar o nivel do esporte no pais. Os atletas treinam nos parques, clubes e campus da cidade sem o menor espirito de uniao e coletividade em prol do esporte.
    Na minha opiniao, precisaria de uma organizacao sem fins lucrativos para incentivar o espirito de comunidade dentro do esporte e, consequentemente, ganhar forca e poder de barganha frente aos organizadores e investidores capazes de trazer evolucao para o triathlon. Algum projeto na mesma linha da Corpore, que a cada ano, da exemplo de servico bem prestado aos corredores.
    Abs,
    GuS

    • Gus também vejo uma falta de união, como times adversários e não pessoas que praticam e gostam do mesmo esporte…..esta união ajudaria muito

  5. Fernando Asdourian says:

    Bora fazer uma Stone de triathlon ?

  6. Roberto pugliesi says:

    Como uma pessoa de fora do Triathlon, me estranha o comentário do Nubio, olha o tamanho do nosso litoral, represas espalhadas pelo interior, que cidade não gostaria de ter um evento esportivo no qual vai atrair algumas centenas de atletas e acompanhantes que ira movimentar a economia da cidade. Se isso é uma realidade e posso estar errado, estão perdendo uma ótima oportunidade.

    Quanto será o custo para montar uma prova? Ele por ser o único deve levar uma bela grana. Vejo como exemplo o prof Léo com o circuito Hakka de corrida de aventura, o custo deve ser baixo, voluntários trabalhando, apoio de prefeituras, provas com qualidade de organização, resultado de um circuito de 4 provas, hj ele já organiza cerca de 10 provas entre provas de mtb e corridas de aventura.

    Falta coragem para alguém se aventurar e organizar uma prova.

    • Roberto,

      mandei uma vez um email super na boa, pra ele, reportando oq havia dado errado na prova, querendo o melhor pro evento, pra quem sabe ele poder melhorar, prova em DEZEMBRO, puta calor, virou um clássico, basicamente ele me chamou de mentiroso =)

      faltou água na corrida, informaram errado, horario de entrada da transição, faltou frutas na chegada e MEDALHAS, meu amigo chegou com o filho no colo, com tempo de 2:35h, os últimos chegam pra 3 horas, e não tinha medalha, o menino de 3 anos na época, perguntou “cade minha medalha papai?” não teve resposta =)

      não é tão barato assm, o IM tem custo de 1,2 a 1,5 milhão de reais, só pra vc sentir o drama, lembro de ter ouvido que só aquele tablado da transição, e das estruturas, custa 60 mil reais, isso info de 2008.

      Ok, não tem nada disso, nos eventos do Núbio, mas tem grades, placas, e estrtura da transição, pode até ser que hj, tudo aquilo seja dele, mas tem o custo de montagem.

      Não creio em menos de 100 a 200 mil reais, por etapa, ele não está faturando mais que 200 mil, em inscrição, como não deve ganhar nada de patrocínio, no máximo um apoio pra fazer os kits, aliemtos, isotonicos e etc, tá na roça mesmo.

  7. Fabricio D'Amico says:

    O grande problema e a falta de profissionalismo. Tudo feito nas coxas, tudo mais ou menos tudo sem pensar no cliente/atleta.

    Quem pega uma edicao da Triathlete ve na revista toda diversos anuncios de provas de todas as distancias. A WTC entrou tambem nas provas de distancia olimpica e o REV3 tem crescido muito com eventos de longa distancia.

    Alias o REV3 tem uma interessante estrategia de ser um evento para a familia. Alem de ter inscricoes bem mais baratas que o circuito IM, as provas sao sempre em lugares onde a familia dos atletas tem coisas pra fazer enquanto o/a maluco/a se mata :-).

    O sucesso dessas provas e imenso o que atrai patrocinadores de peso.

    Por outro lado, no Brasil, falta de estrutura e, principalmente, estradas boas para pedalar. Convenhamos, asfalto liso nao e uma especialidade tupiniquim. Alguem citou ai que nosso litoral e grande. Fiquei pensando em que outro lugar da costa paulista poderia se realizar um triathlon com uma boa pavimentacao. Praia Grande? Peruibe (a avenida da praia tem, ida e volta, 16km)? Litoral norte nem pensar! E complicado.

    O mesmo vale para outros lugares do Brasil. Os triathletes nao sao apenas refens dos maus organizadores. Tambem sao refens da ma estrutura do pais.

    • li uma vez que nos EUA tem mais de 5 milhões de km de vias asfaltadas, no Brasil, apenas 160 mil, daí já percebe-se a distancia que estamos.

  8. Fabricio D'Amico says:

    Chris, nos EUA, contando os 50 estados, DC e Porto Rico, sao 2.734 milhoes de milhas de vias pavimentadas [dados de 2008, incluindo tambem ruas]. No Brasil, sao 196.093 km de rodovias asfaltadas [dados tambem de 2008]

  9. Minha indignação à esse tipo de organização , não é de hj. O melhor que fiz foi olhar para outras provas.
    http://www.deisejancar.blogspot.com/

    • Paulo says:

      Pessoal, ninguém aqui comentou sobre o circuito da BRASIL FIT. Já fiz umas 2 provas e recomendo! Organização bacana, cronometragem por chip, e, principalmente, inscrições BEM mais acessíveis. Abs

  10. Ronaldo says:

    Falando como triatleta/consumidor de SP, as provas no interior são interessantes, mas o deslocamento + custo da inscrição fazem com que eu não vá…acredito que um circuito em SP poderá fazer toda a diferença.

  11. Ultimamente tenho pensado muito em quais provas fazer justamente devido a relação “custo x beneficio”. Neste caso o beneficio diz respeito a estrutura/organização da prova. O Brasileiro de Longa Distancia, realizado no Ceará, é muito bom. Inscrição com preço acessível, bem organizada pela Federação do Ceará com a devida preocupação com o atleta.
    O IM está cobrando o preço padrão. Qualquer prova que for fazer do circuito IM mundo afora será este preço. Aí é uma questão de escolha e acho que o IM não entra nestas comparações.
    No próximo dia 29/04 vou para Brasilia participar pela primeira vez do Brasilia Endurance. Será a 8a edição da prova e eu não tenho idéia da estrutura. O preço é o que o mercado vem estipulando. R$ 355,00 para um longa distancia (1,9 – 90 – 21). Mais em conta que um Long Distance e o Olimpico do Trofeu Brasil.
    Também gostaria de ter mais opções, ainda mais que morando em Aracaju, preciso me deslocar no minimo 300 km para participar, em Salvador, da etapa do SESC Triathlon.
    Assim, treino, treino, treino e economizo para fazer duas provas no ano…

  12. Triathloncorreto@yahoo.com.br says:

    Manifesto pelo direito ao Atleta ser melhor, atendido e respeitado em provas
    HEHEHE, TODOS OTÁÁÁRIOS…
    (Inclusive EU)

    Sim, é isso que o Núbio deve pensar, pois reclamamos, reclamamos, mais voltamos sempre a fazer e dar dinheiro a ele.
    Ontem mais uma vez participei daquela que é tida como uma grande prova do Triathlon do estado de São Paulo.
    Depois de ficar um ano afastado da prova por ver a péssima organização e o amadorismo de tudo que é feito nela e dos que estão ali.
    Resolvi fazer a prova, já que estou nitidamente fora de forma e querendo me animar com o esporte novamente, além claro de voltar ás pazes com meu condicionamento.
    E só para constar ano retrasado, fiz todas as etapas e acabei o ano entre os 5 melhores na minha faixa etária, (uma faixa etária… Lazarenta) rs. posição esta que me rendeu um troféu safado e bem sem vergonha (era o mesmo das outras etapas).
    Vamos lá, vocês devem estar pensando e sei que muitos vão falar;
    – Há, mais só temos esta competição.
    – Há, mas queremos apenas nos divertir.
    – Há, não podemos comparar as condições que se tem lá fora com a realidade do país.
    – Há, mas se não fizermos esta prova qual faremos.
    E por ai vai, o monte de besteira que tenho ouvido ao longo dos anos, de pessoas que se dizem entendidas, ícones de experiência e de referência para muitos.
    Bom, infelizmente ou felizmente tenho tido a oportunidade de fazer algumas provas lá fora e a comparação é inevitável.
    Já sei, estão falando que a comparação não é válida e nem justa, pois lá fora é outro mundo.
    É verdade, eles lá fora botam a boca no trombone, fazem barulho, fazem as coisas acontecerem como eles querem e acreditam ser a melhor, mas para o coletivo e não apenas para meia dúzia ou organizadores.
    Lembram do que aconteceu no Ironman em Miami em 2010, a péssima organização e todos reclamaram e o Ironman deu inscrições grátis para o ano seguinte e destituiu a empresa que fazia a prova.
    Mas nos brasileiros somos melhor que todos lá fora e aqui em nosso pais é vergonhoso reclamar e tomar atitudes contra estas pessoas (ícones) e organizações.
    Imaginem o que vão falar de mim, seja na minha equipe ou não, se eu reclamar ou tomar partido de algo, meus amigos fatalmente iram me recriminar falar que sou louco, metido, mal acostumado, arrogante.
    Até entendo a posição deles e de todos que forem contra, mas estas pessoas não podem posteriormente reclamar do rumo que o esporte que elas mesmas escolheram tomou e se transformou.
    É como se diz uma andorinha não faz verão, uma pessoa apenas reclamando é tida como louco e mal visto por todos, mas quando um monte de gente reclama e toma atitudes ai… A coisa começa a mudar de figura.
    Quem esta acostumado a receber muito e dar pouco em troca e este pouco ainda é de péssima qualidade, fica assustado e começa a mudar rapidinho sua postura e atitude se não, perde a mamata.
    E entendam não é algo pessoal contra o Digníssimo Senhor Núbio, que pela sua pegada e postura ainda é daqueles empresários predadores dos anos passados, mas sim contra todas estas empresas e dinossauros empresariais que são acostumados a explorar o triatleta, ou até o esportista (seus clientes), de uma forma repugnante.
    Posso listar inúmeras empresas e situações e não é de agora não.
    Pois sempre que se reclama a resposta é sempre a mesma;
    “Obrigado por entrar em contato com a Iguana, a Corpore, o Troféu Brasil, e outros… Sua opinião é muito bem vinda e importante para nós, melhorarmos nossas próximas provas e Blá Blá Blá.”
    Mas na verdade nunca muda nada, que injusto que estou sendo, na verdade muda…
    Ao invés de faltar água no Km 2 falta no km 3 (né Internacional de Santos e TB).
    As sacolas do kit não são entregues (né Iguana).
    As camisetas são de péssima qualidade nem pra pano de chão servem, pois soltam tinta e ainda vem com numeração trocada (né Corpore).
    Transformam uma grande corrida como a São Silvestre na maior palhaçada (né Yescom).
    Te colocam, para rodar na portoária, via com tantos buracos que pode-se fazer uma etapa do Xterra no mesmo local (né TB).
    Fazem você esperar horas após o termino da prova para a premiação (né TB).
    E quando a mesma premiação se inicia os primeiros atletas que são chamados são os profissionais que acabaram, ou melhor, mal acabaram de cruzar a linha de chegada.
    Mal da tempo de respirar e se refazer (né TB).
    Cobra-se aqui, por uma inscrição de um short, o mesmo de um 70.3 em qualquer local do mundo (né TB).
    Fazem uma das provas de ciclismo mais importantes do país, á Gloriosa 9 de julho, se transformar em algo de mau gosto, uma verdadeira prova de amor de quem participa e dos familiares que dão total apoio ao seus atletas. Prova longe de tudo, sem infra-estrutura alguma, sem organização, sem o glamour de anos atrás, em que era disputada na rua com torcida e não naquele local chamado de autódromo. Estar ali participando parece com algo como mendigar no meio do deserto (fiz a prova ano passado e fiquei muito triste, de verdade, não por ter sido eliminado no final da terceira volta (pois era o que dava para minhas pernas fazerem) rs mas sim por ver o tratamento dado a estes atletas que ali estavam, não mendigando mas sim como pagantes de um evento esportivo (né Federação de Ciclismo de São Paulo e Yescom).
    Nem vou continuar se não vai travar o computador rs.
    Não podemos mais permitir que sejamos usados assim, com este descaso.
    Seja qual for o organizador, estado ou cidade que a prova é realizada, ou o problema, temos de fazer as coisas mudarem, eles tem de parar e ouvir nossos pedidos e reclamações e claro começar a respeitar a todos nós.
    E fazer mudanças rapidamente.
    Se até o torcedor de futebol ganhou um estatuto, tem seus direitos assegurados porque nós não podemos nos unir mais em torno do nosso esporte.
    Lembro vocês de duas coisas o basquete de nosso país, que estava numa pindaíba total e ai um cara chamado Oscar, sabem quem é? Bom, ele foi lá e peitou a federação e confederação e começou a organizar uma nova entidade para o esporte que ele amava, com um campeonato a margem do que era dado pelas entidades.
    Lembro que ele só ganhou inimigos com isso, mas… Surtiu resultado depois de acordos a coisa começou a mudar e hoje estamos tirando o pé da lama no basquete.
    A outra coisa é para todos nós Triatletas, Ciclistas e Corredores de rua, pararmos de achar que o somos pobres coitados, que não dá para mudarmos as coisas, que não podemos nos atrever a querer ter o mesmo tipo de provas e tratamento que se tem lá fora, aqui dentro.
    O Brasil mudou, um pouco ou quase nada em alguns aspectos, é verdade, mas temos de mudar nossa mentalidade que não temos poder, força e principalmente que tal atitude da trabalho.
    É completamente viável e aceitável, fazer provas com um padrão diferenciado do que existe hoje.
    Vamos ser diretos não dá para aceitar que se cobre uma média de R$350,00 por uma inscrição e ainda falte água, pois se até o Gatorade fornecido chega de graça às mãos dos organizadores que ainda cobram por este patrocínio.
    Por que não podemos querer provas de primeiro mundo aqui dentro, se o preço de uma bicicleta minimamente boa para se fazer o esporte é duas, três vezes ou mais, mais cara que lá fora.
    Já falei e volto a dizer quem tem o poder (a $) somos nós, portanto todos eles, tem, de sentir no bolso e saber que não queremos mais estas piadas de mau gosto nas provas.
    Indo para o lado pratico da coisa, sugiro a criação urgente de uma associação sem fins lucrativos (feita por atletas, para atletas), para peitarmos a todos, formando um estatuto, um escudo, contra este lixos que ai estão, uma nova maneira de sermos encarados, ai quem sabe quem ousar ir contra sofrerá o repudio da classe e ganhará o boicote dos atletas em suas provas e isso inclui as federações.
    Vamos nos mexer galera !!!
    Parar de olhar apenas para o nosso relógio.

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